Interessante observar como as pessoas são preocupadas. Numa vida efêmera, da qual, sabemos, nada levaremos para o além, é absurdamente irracional a infinidade de perspectivas que cada qual indica à sua vida.
Não é necessário, claro, pregar niilismo. A compreensão e aceitação de que nossa história acaba a qualquer momento é a mais cruel resposta que as pessoas gostariam de receber. A religião, a filosofia clínica, os livros de auto-ajuda, a televisão, tudo direciona a mente humana pra solução de problemas e a busca de novos interesses. E neste ambiente em que cresce-se com a pressão para ser "alguém na vida" - o mais tolo dos jargões -, a sociedade acaba por cair numa depressão coletiva, um sentimento cru e pessimista ao constatar a que vida é tão cheia de responsabilidades quanto contrariedades.
"A vida é um acidente de trajeto", alguém já deve ter dito isto. Levá-la a sério é algo que se deve pelo menos ignorar, mas desconsiderá-la definitivamente seria falta de bom senso. Viver é bom, apesar dos pesares. Adquirir conhecimentos, aprazerar-se, tentar construir algo que fique para a posteridade. Fazer marcar a nossa passagem. Nada mais bonito. Quando há ciência de que ao final de tudo não partiremos "desta pra melhor", há o contrário do que imaginam (a quem coloca os niilistas numa posição de seres marginalizados e depressivos): vive-se mais intensamente, e mais qualitativamente.
Sem certezas, sem motivos nem objetivos. Viver é o mais importante. Tal como Epicuro ensinava, a ausência de dores e quaisquer formas de apreensão são os principais ditames para se ter uma vida saudável e consciente. Desde muito jovem, eu vez por outra sonho com uma menina, boêmia, que só sabe beber e dar conselhos. Sonhei com ela, esta noite, e com uma das frases que esta adorável proxeneta já me disse mais de uma vez, encerro o post.
"A única preocupação deve ser a convivência".
quarta-feira, 15 de junho de 2005
domingo, 12 de junho de 2005
Uma Apresentação
Bom... não é à toa, naturalmente, que eu fiz um novo blog. O atual continua lá, mas esta página poderá servir pra descarregar um pouco a outra. Alguns textos mais complexos, e que acho mais seguro armazená-los na web que aqui em casa, estarei postando aqui.
E, bom. O outro blog mantém sua razão de ser, com minhas exposições sobre o cotidiano (tanto o meu quanto o geral) e a este dedicarei, decididamente, menos tempo, pero mais importância filosófica, generalista, ou qualquer coisa mais pessoal.
Sendo assim, encerro aqui a minha bastante breve apresentação inicial, dos propósitos e interesses do blog. Penso postar aqui, pelo menos uma vez por mês. Qualquer coisa, apareçam.
E, bom. O outro blog mantém sua razão de ser, com minhas exposições sobre o cotidiano (tanto o meu quanto o geral) e a este dedicarei, decididamente, menos tempo, pero mais importância filosófica, generalista, ou qualquer coisa mais pessoal.
Sendo assim, encerro aqui a minha bastante breve apresentação inicial, dos propósitos e interesses do blog. Penso postar aqui, pelo menos uma vez por mês. Qualquer coisa, apareçam.
quarta-feira, 8 de junho de 2005
O Início
E enfim, aqui estou. Mais um espaço pra não dizer nada de novo. Mais um local pra dizer sempre a mesma coisa.
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