quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O kit-net da Rua Neópolis, parte 1

Minhas últimas noites de sono de oito horas aconteceram antes de eu ir morar na Rua Neópolis. Tudo se tornou mais complicado depois dessa mudança. Comer, andar, dormir, transar, sequer respirar eu conseguia. Ouvir, também tive problemas. Comer, nem se fala. Nem evacuar era fácil pra mim. Dizem que o lar determina muito da nossa qualidade de vida. Eu digo, é verdade. A minha ruiu completamente, e até reerguê-la do buraco, o sacrifício há de ser grande.

Eu ainda estava no primeiro ou no segundo trabalho num escritório pequeno quando precisei ir pra lá, brigado com a família, jubilado da faculdade, sobrevivendo com migalhas de um batente que eu sabia ser temporário. Saí de casa e o primeiro lugar a que fui foi o Hotel Nordeste, que hoje mudou de nome - como se fosse possível, assim, livrar-se da má fama. Passei apenas uma noite ali, num quarto que não tinha nada, nem uma radiola que fosse, as camas (beliches) não tinham cobertas, a parede caía aos pedaços e não se identificava nem mesmo sua cor original, além de que, o pior de tudo, não era suíte. Eu precisava dividir o banheiro, que ficava no final do corredor, com todos os tipos de meretrizes e cafetões e viciados. Na primeira vez que fui lá, uma rapariga estava sentada, ao lado do vaso, meio alucinada. Olhei da porta comiserativamente e voltei. O banheiro é um altar muito decadente, mas muito necessário para muita gente, para mim inclusive. Muitas e muitas vezes me vi trancado no banheiro querendo fugir até mesmo do ambiente familiar que a sala, a cozinha da casa proporciona.

Depois do Hotel Nordeste, saí pulando de pensões em pensões. Algumas até muito boas, porém a grana que eu tinha não era suficiente para manter um padrão mínimo de qualidade. Fui escolhendo pensões cada vez mais distantes do Centro e com gradativamente menos regalias. Até que, já começando a alimentar alguns acessos de desespero, encontrei no jornal o anúncio de um kit-net cujo aluguel nem se aproximava dos 100 reais de tão baixo, mesmo assim acompanhado de água e energia. Dirigi-me até lá na hora. A única coisa que tinha era um violão e uma mochila. Gostava da coisa de ser andarilho, de não ter um lugar específico que me prendesse, mas eu estava começando a perceber que havia muitos revezes desagradáveis nesse modo de vida - muito mais do que os que eu imaginava.

A Rua Neópolis fica no último bairro de Natal - na verdade já fica no território da cidade vizinha. Não havia muitas casas por perto, e as casas que havia viviam fechadas e com luzes apagadas. Não era possível saber se tinha gente morando nelas ou se estavam abandonadas, ou eram segunda casa, nada disso. Além do que, sobravam terrenos vazios: áreas cercadas, recheadas de mato crescente, o que denotava que aquela área ainda estava esperando sua vez para crescer. Eu me lembro de quando estava procurando o local; tinha apenas uma anotação indicando sua localização exata e lembro que, assim que encontrei a rua, me assustei com tamanho prolongamento. A rua devia ter quilômetros, talvez. Ela começava com casas estáveis, pequenos comércios, e na medida em que alçava os metros, notava que o asfalto sumia sob a areia enrijecida e pastel e, como já falara, as residências iam se escasseando. O kit-net que eu procurava ficava no final da rua, depois de subidas e descidas, onde a estrada era pura terra batida, embora desse pra notar alguns filetes asfaltados, o que demonstra que na verdade a área ali até já recebera uma atenção mínima do governo com uma pavimentação de má qualidade. O kit-net, eu fiquei olhando por uns minutos antes de entrar. Havia uma fileira de portas e janelas, devia ser uns sete ou oito. Começava a criar na minha cabeça a ligação com aquele lugar em que, presumia, passaria um bom tempo. A casa da dona do kit-net, a Sra. Jocastra, ficava mais adiante. Não tinha muito a lhe dizer.

QUERO UM KIT-NET, AQUI ESTÁ, PAGO ADIANTADO DOIS MESES.

CALMA, MEU FILHO, NÃO É ASSIM. E começou a falar, e falar, e falar. Tratavam-se apenas de amenidades, ela também não tinha nada a dizer. Depois do falatório, passou-me a chave e deu boa tarde - embora já fosse o início da noite. Fui para o meu quarto.

O ambiente não tinha muita coisa. Eram dois cômodos maiores, que podiam ser um quarto, sala e cozinha, além do banheiro. De aproveitável, só havia mesmo o sofá verde-musgo, já envelhecido, entretanto pelo visto ainda estava em condições de uso, acompanhado duma poltrona; uma televisão velha, ainda que perfeitavelmente utilizável; uma cama de solteiro pequena, parecia ser um modelo juvenil, com uma colcha muito fina, um birô no qual eu poderia guardar as minhas roupas. Poderia ser aconchegante se o cubículo não fosse sujo e abandonado. As gavetas do birô denunciavam com um odor bem desagradável a presença de insetos ali, tipo baratas. Por muito tempo, deixei minhas roupas guardadas na mochila. Comprei uns pôsteres para as paredes. Comprei livros e livros. Com tudo isso, comprei também um pequeno rádio para comper o silêncio em algumas madrugadas tristes.

A primeira pessoa que conheci nas redondezas foi de modo estranho; era madrugada e estava deitado no sofá ouvindo música clássica na televisão com as luzes apagadas, até que percebi pela sombra emitida sob a porta que alguém estava se aproximando. Logo bateram na porta. Fingi-me de desentendido. Bateram novamente.

QUEM É?

POR FAVOR, QUERO UMA AJUDA. Parecia a voz de um cara não muito saudável. MORO AO LADO, afirmou.

SAIA DAQUI, QUERO DORMIR.

POR FAVOR!

Decidi abrir a porta. PRAZER GAROTO, MEU NOME É TIMÓTEO, MORO AQUI AO LADO, repetiu. Ficamos nos olhando um tempo, alguns segundos em silêncio. Fiz uma careta como se perguntasse o que ele queria. TENHO UMA BEBIDA AQUI COMIGO, QUE TAL SE ENTRASSE PRA GENTE CONVERSAR UM POUCO?

Abri a porta, ele parecia inofensivo, trazia consigo apenas uma garrafa de cachaça quase cheia. Não questionei porque na época eu também não tinha dinheiro para comprar bebidas de mais requinte e sabor. Tinha uns copos descartáveis e bebemos juntos. Ele realmente era menos velho do que eu pensava.

POR QUE VEIO AQUI?

TAVA COM UMA MENINA NA CAMA E ELA ME EXPULSOU, VEJA SÓ, ME EXPULSOU DE MINHA PRÓPRIA CASA. Sentenciou: EU SOU UM MERDA.

EXPULSOU POR QUÊ?

PORQUE EU GOZEI DENTRO.

Achei que convinha ouvir outras bizarrices de sua vida. Timóteo trabalhava numa peixaria ali perto, bem se notava um mal cheiro quando ele se aproximava, mas, como se fosse psicológico, aquele fedor nauseabundo se tornou ainda mais forte depois que ele disse qual era seu trabalho.

Conversamos até amanhecer e o Timóteo me disse que também era como eu, também era aventureiro antes de chegar ali - morava num daqueles kit-nets há seis anos. NA ÉPOCA, SÓ EXISTIAM ESSES KIT-NETS. NEM AS CASAS ABANDONADAS DA RUA ESTAVAM AÍ, ele disse. MAS ESSA VIDA, MEU IRMÃO, ESSE BARRACO, E PRINCIPALMENTE ESSE TRABALHO MALDITO ACABOU COMIGO, FOI A PARTIR DELE QUE ME TORNEI O MERDA QUE SOU, completou.

Eu acreditei. Ele tinha voz fraca e esforçada. Sua face era recheada de suor incrustado e sua pele já dava sinais de falecimento, isso embora ele me dissesse ter 30 anos.

No início, eu tentei evitar maiores contatos com Timóteo; a maior parte do meu tempo eu vivia fora, ou ia para a faculdade só reencontrar os amigos, vez que não tinha mais matrícula, ou ia para algum outro lugar que me permitisse parar e ficar perdido em pensamentos, como um bar, uma praia. Apenas uma parte do dia eu trabalhava, no escritório. Nessa fase, escrevia bastante, e como estava sem computador, passei a me acostumar a escrever manuscritos, coisa de que nunca gostei. No trabalho, a única mudança era quando havia uma necessidade de digitar um memorando; mas quase nunca exigiam. Com o tempo, por inércia, acabei me tornando indisciplinado. Faltava demais, ou me atrasava, ou dava um jeito de sair cedo. Passei três meses lá, e a grana que peguei de saída, uns 400 reais, seria a minha única renda nos três ou quatro meses seguintes.

Passei a comer menos, bem menos. Antes meu almoço era num restaurante popular, desses barriga-cheia. Agora, já nem almoçava mais. Saia ao dia e voltava à noite, e comia alguns pães com um café, com um fogão duas-bocas que eu houvera comprado.

Depois da primeira fase de estranhamento com o Timóteo, nós nos reaproximamos e ele me ajudava arrumando uma margarina, uma cachaça, algum troço assim. Como ele tinha mais bebida que comida, passei a beber mais do que comer em paralelo. PRECISO DE UM TRABALHO, eu lhe falei. NÃO DÁ PRA FICAR ASSIM.

Ele dizia que veria o que podia fazer por mim na peixaria; fora dali, eu não tinha muitas expectativas. Morando na periferia, era difícil procurar emprego na Cidade porque o deslocamento era muito despendioso, sobretudo para quem teria que viver com a grana que restava. Timóteo me arrumou, na peixaria em que trabalhava de peão, uma entrevista com o gerente, um tal Seu Correia. A entrevista durou menos de cinco minutos, depois deixei meu contato e fui embora.

E AÍ, COMO FOI NA ENTREVISTA?, perguntou-me Timóteo à noite, depois de colocar uma dose de cachaça nos copos.

FOI MUITO PRODUTIVA. MENTI QUE SÓ A PORRA, falei, e ele deu uma longa gargalhada, ao que eu também caí na risada. De fato, eu havia mentido em algumas coisas na entrevista, não tinha a menor chance de conseguir o trabalho se não fosse assim. Era meio surreal a coisa de achar engraçado estar me aproximando do fundo do poço.

Timóteo me desejou boa sorte, mesmo assim, e disse que sairia da peixaria. Disse que estava vendo aí uns negócios em que poderia se dar melhor. Também lhe ofereci boa sorte. Depois disso, ele passou uns dias sumidos e eu estranhei sua ausência. Nesse período, eu havia trabalhado numas coisas bobas, tipo entregar panfleto, e havia conseguido uns trocados suficientes para pagar uns almoços de quando em quando. Começava a me sentir sozinho na região quando conheci, no longo trajeto até a parada de ônibus, uma senhora que morava com a filha perto de mim e precisava de um conserto no seu computador.

POSSO AJUDÁ-LA, falei. TENHO EXPERIÊNCIA NISSO.

De fato, consegui resolver o problema dela, que não era nada sério para mim que havia feito um curso - inacabado - de Desenvolvimento de Software. Tanto a mãe como a filha eram bastante simpáticas, e, sobretudo com a filha, a Ana Paula, uma menina com talvez dezesseis, eu criei uma ótima relação, de maneira que ela até me fazia visitas ocasionalmente, embora eu não gostasse, visto que o kit-net não era lá apresentável; de qualquer modo, com o tempo, visitaria ainda mais. O vínculo parecia ter sido construído tão rápido que sua mãe me convidara para fazer uma viagem de uma semana com elas para Monte Alegre, uma cidade não muito distante. Pensei que faziam isso por ter pena de mim, um pobre garoto com emprego vagabundo e sem família por perto. Então, recusei.

Elas se foram e, sem que o Timóteo voltasse, tornei a me sentir solitário. Mais ainda quando, na mesma noite em que elas se foram, eu notei um movimento no kit-net ao lado. Pensei ser o Timóteo e fui vê-lo. Na verdade, era a Sra. Jocastra que estava lá arrumando algumas coisas sem a menor delicadeza.

O QUE QUER?, perguntou quando me viu.

ONDE ESTÁ O TIMÓTEO?

ELE FOI EMBORA, TAVA PROGRAMADO PRA IR, JÁ.

Estranhei o sumiço do Timóteo e o fato de não ter comunicado o fato antes de ir. Fiquei meio puto por um instante, porém isso se amenizou porque eu achei que minha raiva não era justificada. Timóteo não me devia nada, afinal. Pelo contrário. Ajudou-me bastantes vezes naquele período desgraçado. Eu havia voltado à estaca zero, não tinha mais nenhum bico, não tinha mais dinheiro e não tinha mais comida, só bebida. Acordei no dia seguinte e quando fui olhar a hora no celular - eram 9 horas -, fiquei espantado ao ver que houvera recebido uma mensagem.

VOCÊ FOI ACEITO PRO CARGO, TERA UM MES DE ESPERIENCIA E DEPOIS ASSINAMOS SUA CARTEIRA. COMPARESSA AS 8H DESTA QUARTAFEIRA NA CASA DO PEIXE, RUA RIO MADEIRA, 481.

Percebi que já estava atrasado uma hora e me apressei, lavei o rosto rapidamente e só fiz beber uma água da torneira, nem tive tempo de tomar banho ou sequer escovar os dentes. Apesar das desavenças com a minha pouca pontualidade, trabalhei o primeiro dia e voltei para minha cama, exausto, e dessa vez bebi bastante não por falta de comida, mas por falta de apetite mesmo. À noite, faltaria luz em todo o bairro - e assim seria durante os trinta dias seguintes, um defeito incorrigível da companhia de energia do estado. A sra. Jocastra disse que não poderíamos reclamar porque toda a nossa energia era adquirida por gambiarra. Eu me lembrei de quando o Timóteo me dissera que, apesar de tudo de ruim que acontecera antes, seu primeiro dia de trabalho na peixaria fora o marco inicial da sua decadência. Isso ficou por tanto tempo na minha cabeça que deu vontade até de chorar. Mas eu não chorei.



26 comentários:

Heloísa Vilela disse...

Nossa, que coisa mais triste...
Meio estranho esse negócio de viver na decadência, na merda.
Mas eu não acredito no fundo do poço não, viu Leon.
Eu acredito que por mais que se esteja na merda, todo mundo pode (e deve) tentar se levantar.
Devem ser justamente esses momentos tristes da vida, que dão sentido a ela.
Beijos e até :)

Hugo de Oliveira disse...

É a primeira vez que passo por aqui e gostei muito, viu.

Vou te linkar aos meus favoritos.


abraços


Hugo

Heloísa Vilela disse...

Ah, oi. Voltei!
Então, eu acho que a estrela não volta mais não, viu...
O astronauta vai ter que se contentar com as lembranças dela. Se bem que só vi uma vez, na plateia do show do Capital Inicial.
Mas é foda. A vida fica aprontando com a gente.
Se quiser ler dps, eu acabei de postar sobre o show do Capital no meu blog.
Beijos, vou parar de te amolar por hoje :)

Anônimo disse...

Lembrou um quadrinho de um livro de Bukowski que fizeram, não sei o nome, mas é que ele vai trabalhar num matadouro e tem uma cena que ele vai jogando uma vaca toda ensaguentada por um fio e só segurando pelas patas. é muito estranho...

enfim, achei muito real, muito verdadeiro, parece (se não é) uma história que realmente aconteceu e eu fico com dó quando penso isso. mas, por um lado, vejo que assim é a vida, e algumas coisas não dá para fugir.


eu reabri o escreva-me mas só pra vc e outro amigo meu, só pq vcs comentaram. e eu acho esse blog tão verdadeiro (pelo q vc fala nos ocmentários é impossível q tudo aqui seja fictício) que não tenho mais vergonha de me mostrar também, então faço isso lá. quem sabe quando eu for morar em natal te encontro e aí você nem vai precisar mais me fazer aquelas milhões de perguntas que fazemos as pessoas que conhecemos... (ou não né, eu não costumo fazer isso até pq nem gosto quem faz tanta pergunta assim hahaha)

enfim... beijos!

Anônimo disse...

sim, sobre essa personificação em homens, eu gosto muito, mesmo. me sinto mais eu, sei lá, eu sempre me dei bem melhor com homens e vcs são tão simples, objetivos, diretos, algumas vezes complicados, mas não se compara a uma mulher. ser um homem é 10mil vezes mais fácil q ser mulher, e eu sou muito masculina, não tenho as frescurites q mulher tem e também nem gosto. é muito bom personificação em homem, um dia eu escrevo um livro todo nesse estilo.

;**

Tatiana Pinheiro disse...

Cazuza já cantava brilhantemente..."o banheiro é a igreja de todos os bêbados" e ainda "nunca chorou sozinha em um banheiro sujo" (em só as mães são felizes, como se isso fosse e é algo que faz parte constante em nossas vidas).

A descrição do hotel me lembrou disso.

Qto a nossa residência vc tem toda razão...e é por isso que prefiro pagar horrores pra morar bem e não ter um puto para mais porra nenhuma. Pelo menos eu tenho a minha casa que eu amo e é o mlehor lugar do mundo inteiro. Não preciso de mais nada.

Quanto ao seu texto...sem comentários, sempre me deixando de boca aberta.

Com todo respeito, VOCÊ É FODA!

=*

Alessandra Santos disse...

Primeira vez que passo por aqui. Gostei muito, fiquei presa ao seu texto, você faz isso muito bem!

disse...

Quando leio seus contos sinto um nó na garganta... parece que prendo a respiração até o fim da leitura.
A sensação dura um pouco... é difícil comentar assim... rs

Naa disse...

Viver na merda.. Na decadência..
Mesmo que isso não signifique com dinheiro. Fundo do poco, sem esperancas, sem chance alguma.
A minha vida de merda já comecou. estando com os meus pais ou não, o que sinto é sempre a mesma merda, não muda.. com muita grana ou sem nada. Tendo o que comer ou não.

Parece ingrato mas, é assim que me sinto, sempre.

Naa disse...

nossa, desculpa por essse monte de comentário igual :(

Cris disse...

Minha vida ... palavras escritas, não agrada ng, meu curriculo mal feito, não agrada ng, meus cursos imprestáveis não agrada ng ... sobre o texto, mto bom. Bjs

Samilla Fonseca disse...

Leon, teu texto como sempre tá ótimo. Tô meio ausente desse mundo de blogs. Vi teu comentário no Blog do Marcos (chantinon) e deixei uma resposta lá. ;D

Beijos!

Chantinon disse...

Heheh!
Eu tô enganado ou já li aqui antes sobre peixaria, essa mesma rua, o mesmo ar alcoólico.. senão me engano... essa peixaria rendeu um romance chifroso? :D

Abraços!

(Não tem sobrado muito tempo para o blog ou os amigos blogueiros)

Deftones disse...

Chantinon
Heheh!
Muito boa memória...

Literatura Vil

Mariana. disse...

Você tem algo do Caio Fernando Abreu :)
abraço

N. Reis disse...

Primeira visita no seu blog, ele é espetacular, vc escreve muito bem, tem inspiração, e consegue cativar seus leitores.. visitei e vou favoritar lah no meu blog... amei.

http://nessaagape.spaces.live.com/default.aspx

abraços

naa disse...

Espero de verdade que algum dia isso aconteca, estou realmente de saco cheio de tudo.
Inclusive essa raiva e tristeza toda tem corroido o meu estômago, o que me deixa mais brava ainda.

Anônimo disse...

É só pressentimento ou você anda muito ocupado e muito cansado esses dias? Não sei se foi o comentário da "mão pesada".

Enfim, que quer que seja, que fique bem. Mas não esqueça de postar a continuação dessa história porque eu venho aqui quase todos os dias para saber o que vai acontecer...

Adoro :*

Anônimo disse...

Faz um tempo que notei o facivon na url do blog.

Quero ver a parte 2 para depois comentar.

Um beijo!

Heloísa Vilela disse...

Voltei de novo!
Ah, sim, eu escrevi o poema... Não sou muito a favor do ctrl C + ctrl V! hehe
Brigada pelos elogios :D
Ah, esse Pudim Verde vive entrando no meu blog com nomes diferentes, Cloclo, Clacla..
Eu vivo apagando os comentários idiotas...

Poxa, minha primeira aquisição foi um cd de Sandy e Jr, não me lembro qual, mas eu tenho todos até hoje, assisti até o show 'ushaush
Não me arrependo, eu adorava, tenho até as toalhas de rosto dos dois :)

Ô Leon, posta logo a parte II!!

Brigada de novo,
Bjs e até!

Fabíola Weykamp. disse...

Dizem que as palavras têm poder, mas nem todos possuem esse talento de dar vida às palavras, de traduzir e transbordar sentimentos tão humanos, tão sinceros, e ao mesmo tempo tão pertencentes à alma; tu fazes parte desse pequeno grupo de almas iluminadas com este dom. E que dom!!! Tanto tuas postagens como os teus comentários em minha página me deixam arrepiada, transbordando sentimentos e experimentando diferentes sensações a cada linha que meu coração decodifica. Palavras sempre tão inspiradoras... Obrigada, obrigada, obrigada, Leon. Mesmo!!!

Ainda que eu nem sempre comente leio todos os teus posts, e tenha certeza de que estou me guardando para as tuas mensagens mais antigas. Sei que lá também tem outros muitos sentimentos transbordados em palavras.

Um beijão!! Não deixe de escrever, nunca.

C. disse...

Gostei bastante do blog. Me deu uma angústia ler o post, você dá imagem as palavras muito bem, logo, tudo fica muito nítido, é como se cada leitor conseguisse ser um pouco - ou não - do ''personagem''.
O final também foi bastante interessante, nos deu a chance de imaginar entre as reticências.
Besos

Anônimo disse...

Valeu cada linha desse post até chegar ao final (...)

ps: ainda mais pelo mimo etílico de brinde. Ha!

marcelo grejio cajui disse...

Parei num ponto. mas volto para ler o restante. vc faz bem o que se porta a fazer. parabéns.

Ind Caroline x) disse...

num sabia q vc tinha mudado de endereço nãaao.. aehuhaeuaeh
to zuaando...
como vc disse, passei no teste né.. aeuaehu o elo entre peixarias... ;)
nada diferente da penúmbra de sempre, bebidas, pessoas q se vão, kit-nets degradados... e tudo que me encanta nos seus contos :)
bjoparabéns*

Anônimo disse...

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