segunda-feira, 20 de dezembro de 2004

Primeiros momentos

Opa, aqui estamos após alguns dias. Andei fazendo pouca coisa, ultimamente, bem como eu gosto. São últimas semanas de aula (ainda estudarei até janeiro), últimas avaliações, aquelas que vão (agora sim) decidir se você segue em frente ou se fica pra trás. Mas não falarei disso.

Eu tava preparando uns textos aqui pra minha mãe, na verdade umas poesias de ex-alunos da escola em que ela trabalha (NEI, uma escola infantil), e dentre aquelas mensagens nostálgicas, eu lembrei também da minha primeira escola, do meu ensino infantil, dos velhos amigos e professores. Boas lembranças, claro. Sobretudo pra mim que sempre considerei a minha infância - na escola - quase perfeita.

Não é difícil puxar na memória. Estudei nessa escola, que ainda hoje continua de pé, no coração do bairro Lagoa Nova, de 1990 a 1996, e sempre pensava em mudar de escola - pensava em como seria empolgante isso. Esse período em que lá estive me parecia eterno, uma vidinha inteira dentro de um recinto. Mas eu veria que a eternidade viria logo depois, assim que eu mudasse de escola - e aprendi que a eternidade nem sempre se reduz à quantidade de tempo.

Eu não conhecia muita gente na escola. Apesar do largo tempo, minhas amizades se reduziam aos meus colegas de classe. Nos divertíamos perdendo tempo exatamente como hoje, com papo-furado sob as árvores, jogando uma bola, ou olhando pra qualquer garotinha nova na escola. Éramos um grupo reduzido de colegas, sempre malhados pelos caras das turmas de nível mais elevado que o nosso (lembro que os caras da oitava série eram os piores).

Eu mudaria de escola pela primeira vez em 1997. Não por insistência minha, mas sim por aperto no bolso de minha mãe, funcionária pública, no auge do reacionarismo de FHC. No primeiro semestre, passei quase indefinido, estudando em umas três escolas diferentes. Mas ao segundo semestre postei-me numa escola pública, na qual estudaria durante quatro longos anos. E daquela minha primeira escola que ficava pertinho de casa (agora não ficava mais, eu também já estava morando num bairro periférico), só sobrou um ou dois colegas com quem ainda me encontro, muito eventualmente.

Fico até imaginando como eu era, até esses dez anos. Se eu visse na minha frente hoje aquele Leon, aquele moleque inseguro, nervoso com qualquer coisa, diria "tenha senso de humor, cara, você vai precisar". E quer saber? Só uma coisa é importante: não se preocupar com nada, porque tudo é uma ninharia. Paciência.

domingo, 31 de outubro de 2004

Noite cheia

Estou cansado. Não digito mais. São quase cinco da manhã, neste momento em que apenas meus dedos mantém-se vivos como ao dia. O resto de meu corpo adormece, vagarosamente.. concluo meus escritos para recolher-me, nessa manhãzinha fria, pra estar de pé daqui a apenas algunas horas.

Se eu pudesse escolher um instante pra viver eternamente, seria nessas madrugadas. Se pudesse levar comigo um móvel, seria a poltrona. Nada melhor que sentar ali na sala, na poltrona confortável, no maior breu e escutar músicas gostosas de ouvir, sejam de rádios ou particularesm sejam populares ou clássicas. Passo horas ali, imutável, absorto, longe de dormir, mas igualmente longe de estar acordado. Pode-se pensar em tudo, ou em nada. Tempo não falta. Muito menos, um momento mais apropriado!

Madrugada, madrugada, madrugada. Hora de escrever para uns, de chorar para outros, de dançar, de ler, de fazer sexo, de conversar, pela internet, por telefone, pessoalmente... qual outra melhor hora?

quarta-feira, 1 de setembro de 2004

- Onde é o Paraíso?

- O Paraíso é aqui.

- E o Inferno?

- É aqui pra quem não sabe que aqui é o Paraíso.

quarta-feira, 25 de agosto de 2004

Aprovação coletiva e satisfação particular

Eu sempre gostei de blogs, mesmo antes de fazer um. Embora os lesse com pouca freqüência, sempre visitava uns aqui e ali. Achava interessante o que pessoas anônimas poderiam fazer, demonstrando que grandes escritores e pérolas de textos não existe apenas no ramo comercial, famoso. Não precisamos comprar livros de autores consgrados para ler um bom poema. E não é só nos jornais que se encontram crônicas e críticas do dia. Blog é uma das melhores coisas que a internet proporciona, porque permite o desenvolvimento individual, e lhe concede um espaço que cada pessoa pode fazer grande.

Eu nunca me imaginava, ter um blog. Não, não, parecia algo sempre distante. Tanto porque eu não imaginava que poderia acompanhá-lo, talvez por falta de tempo, ou por achar que não teria como pôr mais textos, que uma hora a cabeça ia vazar, que ia me dar branco (sempre dá, mas sempre consigo enrolar). De uma hora pra outra eu decidi fazer um blog. Numa tarde eu visitei vários outros, vi o que podia fazer, e elaborei o meu. Não tinha grandes pretensões, o que queria apenas seria colocar textos que agradassem a mim, textos que eu recomendaria a quem quisesse me consultar. Teriam meu blog pra isso. Colocaria crônicas, poesias, postaria coisas de meu cotidiano, faria críticas a isso ou aquilo, enfim. Não estou fazendo tudo o que planejava, mas estou fazendo mais do que achava que ia fazer, devo admitir.

No princípio era como dizia o Pinho, outro blogueiro: "antes eu escrevia às paredes". E comigo era assim, até dia desses. Agora, até que tá sendo mais visitado. Tenho visto mais blogs por aí, e comentado, e é bom quando o pessoal vem retribuir a gentileza. É sempre bom receber comentários. Eu pensei em acabar com o blog (na verdade, todo dia penso), mas como já disse eu o mantenho como um reduto. É bom ter um lugarzinho seu, ainda que virtual.

Aos que passam por aqui, meus sinceros agradecimentos. Fico feliz com a visita de quem quer que seja. Ademais, quando possível, comentem! Deixem a sua marca, demarquem o seu território. Esse blog é meu; e o que é meu é de todo mundo.

quinta-feira, 19 de agosto de 2004

Assombrado por Raskolnikoff

Acho que a leitura não tem me feito bem.. talvez o que eu tenha lido. Lembro que há três semanas eu tava lendo o mais clássico livro de Dostoievski, Crime e Castigo, muito inquietador. Embora eu até goste (demais) de novelas (não tô falando de tv) que de fato entrem na nossa cabeça e nos prendam a elas, depois de ler um capítulo daquele livro eu senti um esquisitíssimo mal-estar. Além de passar o dia inteiro com enjôo e sem o menor apetite (não comi nada, nem no dia seguinte), ainda sofri uma série de males, como um cansaço, febre, dores de cabeça e até uma infecção intestinal... Todo um conjunto de males que me mantiveram à cama durante uns três dias. Naquele momento, eu interrompi a leitura e só peguei no livro novamente na sexta-feira da semana seguinte. Coincidência ou não, depois dessa nova tentativa o fato é que eu tive umas tonturas horríveis, a ponto de mal entrar na net... O fim de semana que passou foi o primeiro que não entrei das últimas x semanas. Claro que eu não quero assustar ninguém (sou muito mal nisso). Hoje vou pegar o livro novamente, senão não termino mais de lê-lo. Espero sobreviver ao final.

sexta-feira, 13 de agosto de 2004

Blá blá blá

Tem gente que me pergunta porque eu não faço um blog mais colorido, mais alegre... "ai, Leon, você é tão pra cima e seu blog é tão sério.."

Eu não tento colocar nada muito engraçado por aqui. Eu até sou bem-humorado e tudo, mas eu nunca consigo pensar em nada assim quando estou sozinho, quando faço algo pra mim mesmo. É muitíssimo diferente o comportamento que tenho entre pessoas e o que tenho quando estou só. Quando eu digito um email não, eu ainda direciono a alguém.. mas quando eu digito pro meu blog estou digitando pra ninguém, ou pra mim mesmo.. não há porque e não há nem como eu fazer algo mais pra cima que isso.

Mas não quero ninguém carrancudo. Eu tento colocar algo interessante (não que eu ache que vão procurar algo aqui), mas aí eu teria de pensar muito. Já me perguntaram porque eu não acabava com esse blog. Penso nisso todo dia (aliás, nem penso mais nesse blog), mas eu o deixo no ar como um último reduto meu. Já faz algum tempo que deixei de pedir que entrem no blog (alguma coisa me dizia que ninguém me atendia, então pra não parecer chato, mudei um pouco o caráter disso aqui. Pensarei menos em quem pode ler, mas pouca coisa vai mudar. Continuarei colocando textos que agradem a mim, que eu os considere interessante e mesmo recomendáveis. O blog continua aqui, vivo e disponível... blog de uma visita só!

domingo, 25 de julho de 2004

Apenas eu?

Tava vendo um blog de um iniciante aqui, e tinha um trechozinho pós-escrito que dizia que ele "achava curioso essa coisa de falar pra ninguém", já que ele ainda não tinha leitores.

Cairia bem, aqui. É justamente o que acontece comigo, no mínimo é um algo inusitado. Por aqui também não são tantas as pessoas que lêem, além de não haver expectativa de crescimento, pelo menos por enquanto.

Mas tudo bem. Eu certamente não pensava nisso quando fazia o blog (não sou tão ingênuo assim). E não é na carestia de espectadores que vou deixar de escrever. O que eu queria tá tudo aqui. A gente segue em frente. Talvez algumas pessoas aqui e ali gostem de ver o meu blog. E devo o meu respeito a elas.

De todo, é justamente isso. Depois vejo umas forma de publicidade pra essa produçãozinha. (assim que eu chegar a um consenso sobre o que proponho com isso). Por enquanto, fica sendo uma brincadeirinha de um jovem internauta a fim de algum entretenimento próprio e solitário.

domingo, 18 de julho de 2004

No apagar das luzes

Cá estamos, dando razão de viver a este blog, a despeito desse sumiço de dias. Bem, eu até tentei postar certa vez nesse meio tempo, mas no final de tudo alguma coisa deu errado, o pc morreu no momento da conclusão. Acabei ficando meio desestimulado pra digitar algo, embora eu tenha estado muito tempo na rede nesses últimos dias. Via mais matérias sobre política e esportes, tal como antes. Mas tenho visitado bastantes blogs por aí. Uma boa opção pra quem já tá cansado da mesmice que a internet pode se tornar. Depois eu coleto alguns textos interessantes de outros blogs.

Por ora, humm... ando sim é com muito sono. Cabeça zonza, aqui. Vou já me acomodar.

Agora não tenho tanto a fazer. Quanto ao dia, hoje foi legal, fui ver uma peça (quase um monólogo) chamada Pra Resolver os Problemas do Mundo, onde, apesar do conteúdo mais filosófico, teve de tudo. Eu soube de última hora, pelo Tribuna. Mas valeu a pena ter saído de casa, ainda que só pra isso.


sexta-feira, 9 de julho de 2004

Do dia à madrugada


Madrugada, estamos por aqui... nada da minha mãe por aqui, e eu ouço Lago dos Cisnes... nossa, que paz! Pena que sairei logo logo, amanhã tenho mais um dia como os outros para não fazer nada.. hoje bem que poderia ter sido mais peculiar. Tinha um bêbado lá no ônibus, até o convidei pra sentar a meu lado, mas ele preferiu importunar um velho arrogante e mal-educado (mais do que o ébrio).. fazer o que, deixem. nessa quinta também assinei mais um atestado de incompetência.. fui reprovado no reteste do Detran.. por aí vai.

Tá tudo bem complicado, acho que tenho feito pouca coisa por mim. De qualquer forma, vamos aprendendo com as lições (um dia a gente aprende de verdade), e de repente, as coisas voltam à sua normalidade (da qual saíram, pelo menos no meu caso, há muito tempo). Enquanto isso, fico nessa.. amanhã acho que vou comprar um cd do Robert Johnson, um blues bem intimista.. cai bem nessa hora.

quinta-feira, 8 de julho de 2004

Overture

Salve salve..

Estamos aí.. na falta do que fazer, e aceitando algumas sugestões, apresento meu blog. Ainda não decidi como vou aproveitar esse espaço. Espero que essa idéia não seja um fracasso, como geralmente acontece com trocentas coisas que faço pela internet.. acho que será divertido, e interessantíssimo, acomodar meu dia-a-dia e outras coisas mais por aqui, ter um registrozinho.

De qualquer forma, tudo no lugar, qualquer coisa é só postar. Se alguém ler, agradeço muito. Talvez nem eu volte mais aqui, quando esquecer o endereço. De todo, sem mais a acrescentar. Até depois!