Já estava no fim da tarde, e eu estava deitado no sofá dividindo minha atenção entre o cochilo e a TV ligada no modo silencioso, quando escutei alguém me chamando lá fora, uma voz feminina, e me espantei porque raramente alguém me procura aqui, essa casa só tem algum tipo de movimento quando a minha mãe aparece, e isso ocorre com mais frequência nos domingos. Eu olhei pela janela do quarto e vi que era Cinthia, uma ex-namorada, e disse que poderia entrar, que o portão estava aberto.
Não, não está aberto, foi o que ela disse.
Que merda, pensei.
Eu estava encardido, não havia tomado banho ainda e vestia a mesma roupa do dia anterior, porque nesses tempos eu não faço nada, estou de férias das escolas onde dou aula e da faculdade, passo o dia bebericando, escrevendo, e comendo pão ou biscoito recheado, no máximo peço alguma comida pelo telefone.
Esperaí, falei, e lhe joguei a chave pela janela. Abre aí e entra, disse num grito, eu vou tomar um banho rápido.
Quando saí do banho, a Cinthia estava no sofá, lendo umas cartas que estavam jogadas na mesinha de centro. Eu recebo muitas cartas, porque nas últimas semanas estava participando de um grupo informal de trocas de correspondências, e não chegava a ser exatamente divertido, a maioria dos correspondentes eram mulheres carentes de meia-idade que tentavam nos enganar e se enganar dizendo que queriam apenas amizade, mas era bacana se corresponder, de modo que eu passava o dia lendo e escrevendo cartas, escrevia em média catorze nos últimos dias. Expliquei essas coisas a Cinthia e ela achou tudo isso uma grande bobagem.
A razão de sua visita era para fazer um pedido. Ela estava terminando o curso de Turismo, estava no relatório final, dissertação, TCC, ou algo assim, e me pediu para ajudá-la. Faltavam apenas três semanas e ela só tinha esboços do que queria fazer, e – como nos seus primeiros anos de curso, quando nos conhecemos – pediu que eu a ajudasse de alguma maneira.
Cinthia era uma ex-namorada por quem eu mantinha não somente uma grande consideração, mas um respeito pleno. Ela sempre fora a minha meta inalcançável. O meu ponto fraco. Por ela, eu não era apenas apaixonado, era obcecado, era viciado. Talvez isso, de lado a lado, gerasse o clima de turbulência que era constante entre nós. A vitalidade e a personalidade forte que eu via nela e que se mesclava com sua meiguice, nunca vi jamais em qualquer outra garota, quase todas com quem estive se reduzia a paparicações, passividade e voz extremamente aguda e recatada, e eu pensava nisso mesmo agora, depois dois anos que passamos distantes, e que eu sequer a beijava, pois ela já estava em outra, com outras metas, agora era uma moça evangélica, microempresária, e já próxima de noivar. Mesmo com tudo isso, ela ainda era presença constante em meus pensamentos, de maneira que eu continuava a sentir seu corpo, seus lábios, seu calor em qualquer outra garota com quem eu estivesse depois dela. Isso, no início, era um grande tormento para mim, mas depois de algum tempo já me faria estar conformado: eu estaria sempre acompanhado do fantasma dessa garota, marcado pelo seu estigma. E pra ser sincero, não achava uma má idéia.
Então passei a ajudá-la na pesquisa nesse dia, em que ela ficou umas quatro horas, e no dia seguinte, quando ela voltou. A Cinthia tinha meu endereço há anos, mas nunca me havia visitado, o que me surpreendeu bastante. E eu nunca tive muito em casa para oferecer, e estavam o quarto e a cozinha bagunçados e empoeirados. Era engraçado eu tentando arrumar rapidamente alguma coisa da maneira que desse. Ia comprar um refrigerante e preparar uma comida, talvez um macarrão, pra ser simpático, porque eu só tinha água e conhaque em casa, talvez uns camarões empanados, pré-prontos, mas ela disse que não precisava.
O projeto que ela elaborara previa também uma viagem, da qual ela havia aberto mão, por não lhe ser viável, mas eu ofereci a idéia de irmos juntos, afinal eu tinha na época uma pequena moto, era uma Biz, bem modesta, mas certamente a levaria aos lugares que são seu objeto de estudo: algumas cidades parcamente visitadas do interior do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Ela aceitou a ideia e dentro em uma semana, saímos para passar dois dias viajando pelos quinhões sertanejos que ficam aqui do lado. E enquanto viajávamos, visitávamos os locais e ela fazia o seu estudo, e eu apenas permanecia contemplativo, só quebrando o galho em alguns momentos, e redescobri dois prazeres, que eram a companhia da Cinthia e o deleite de uma viagem de moto, sentindo o vento no corpo, ver a estrada e as paisagens e tudo o mais que houver ficando para trás.
Passamos duas noites na mesma pousada. Na primeira, ainda como viagem de ida, conversamos bastante, relembramos fatos de nosso passado, e as coisas que vivemos quando já estávamos distantes um do outro.
Você não mudou nada, era o que mais se ouvia dos dois lados.
Apesar de estarmos nos dando bem nessa viagem, a cada momento ela dava um jeito de lembrar que não havia mais possibilidade para nós dois. Ela gostava agora de se dedicar a algumas coisas de sua igreja, já estava se estabilizando e contava várias coisas da loja de roupas que havia montado, que eu simpaticamente disse que conheceria no futuro, e de seu namorado, um detetive particular. Eu lhe contava que agora dava aulas, tinha uma revista, mas ela não se interessou muito, lembrou que quando namorávamos eu já escrevia mal e porcamente. Talvez não estivesse errada - relendo algumas coisas da época, eu mesmo concordo -, mas ela também nunca fora eficiente nos seus projetos; a loja não era o primeiro.
Na mesma pousada, no dia seguinte, quando já fazíamos trajeto de volta, não conversamos muito. Ela foi dormir rápido, se dizia cansada, mas bem. Eu até pensei que ela talvez quisesse romancear um pouco tudo aquilo. Que tal se aproveitássemos essa noite?, lhe perguntei. Ela deu um sorrisinho irônico e foi se deitar sem responder, e isso me lembrou a época em que namorávamos. Ela sempre teve uma personalidade muito forte, e eu também sempre fui de convivência difícil, e, como foi dito, frequentemente nosso relacionamento era acompanhado de momentos de tensão. Cada um tentava se impor sobre o outro, não era uma relação com mandante. De qualquer modo, na nossa rivalidade existia uma parceria involuntária, uma cumplicidade, um duobanditismo. Agora, muitos meses depois, éramos os mesmos, mas ninguém tomava postura sobre o outro, estávamos cada um na sua, mais assépticos, mais vazios, menos personalistas - nossa cumplicidade hoje se resumia a troca de gentilezas, transformamo-nos naquilo de que sempre tínhamos medo de nos tornar. Isso me deixou meio puto na hora, mas eu relevei, porque não sou do tipo que tenta deixar as coisas pra trás, que tenta esquecer o passado achando ser a melhor solução. Gosto demais da minha vida, em todos os seus impropérios, pra tentar apagar um minuto que seja da memória. Eu sabia que esses momentos seriam os últimos que passaríamos juntos - e era melhor que fossem mesmo -, mas mesmo assim eu o notava mais como reencontro que como despedida. Foi acompanhado dessas divagações que, enquanto ela se dirigia à cama em silêncio, eu ia dar uma volta pelas ruas escuras, até comprar umas cervejas em lata no posto de gasolina mais próximo e bebê-las solitário num ponto de ônibus com a boca franzida feito um bebê chorão.
Depois desse dia, só tive chance de revê-la na sua apresentação, que foi aprovada com louvor. E eu raramente fico orgulhoso por alguém, mas fiquei muito por ela. A Cinthia havia me marcado tanto, e mesmo que estudássemos no mesmo lugar já não nos víamos mais, porque ela estudava pela manhã e eu à noite. E quando eu pensava nela antes da sua visita-surpresa, a única coisa que eu desejava era poder participar de sua vida uma última vez, participar de algo que lhe fosse importante. E eu consegui, mesmo não tendo oportunidade para algo como um novo último beijo, mas ainda assim me senti contemplado.
Dias depois, eu comprei uma moto nova, para fazer reviver em mim o desejo de pegar a estrada – mas dessa vez, sem companhia.
Assisti à sua formatura, mas não me demorei muito tempo na cerimônia e saí sem cumprimentá-la. Sabia que era a última vez que a veria e não queria estender tanto aquele martírio, eu já estava bastante desconfortável, suado. Sentia o calor de sempre, o calor dessas ocasiões, porém mesmo esse calor insuportável não abranda o frio da alma. Fui para o Bar do Caixão, que ficava do outro lado da avenida, e passei ali as quatro horas seguintes enfiando goela abaixo uma cerveja atrás da outra. Eu me mantinha com o olhar fixado na bebida, observando o lúpulo que subia em minúcias e fazia um pequeno borbulhar no topo do copo, enquanto resmungava Cinthia... Cinthia... Cinthia... bem baixo, tão baixo que se houvesse mais alguém na minha mesa não escutaria.
Não, não está aberto, foi o que ela disse.
Que merda, pensei.
Eu estava encardido, não havia tomado banho ainda e vestia a mesma roupa do dia anterior, porque nesses tempos eu não faço nada, estou de férias das escolas onde dou aula e da faculdade, passo o dia bebericando, escrevendo, e comendo pão ou biscoito recheado, no máximo peço alguma comida pelo telefone.
Esperaí, falei, e lhe joguei a chave pela janela. Abre aí e entra, disse num grito, eu vou tomar um banho rápido.
Quando saí do banho, a Cinthia estava no sofá, lendo umas cartas que estavam jogadas na mesinha de centro. Eu recebo muitas cartas, porque nas últimas semanas estava participando de um grupo informal de trocas de correspondências, e não chegava a ser exatamente divertido, a maioria dos correspondentes eram mulheres carentes de meia-idade que tentavam nos enganar e se enganar dizendo que queriam apenas amizade, mas era bacana se corresponder, de modo que eu passava o dia lendo e escrevendo cartas, escrevia em média catorze nos últimos dias. Expliquei essas coisas a Cinthia e ela achou tudo isso uma grande bobagem.
A razão de sua visita era para fazer um pedido. Ela estava terminando o curso de Turismo, estava no relatório final, dissertação, TCC, ou algo assim, e me pediu para ajudá-la. Faltavam apenas três semanas e ela só tinha esboços do que queria fazer, e – como nos seus primeiros anos de curso, quando nos conhecemos – pediu que eu a ajudasse de alguma maneira.
Cinthia era uma ex-namorada por quem eu mantinha não somente uma grande consideração, mas um respeito pleno. Ela sempre fora a minha meta inalcançável. O meu ponto fraco. Por ela, eu não era apenas apaixonado, era obcecado, era viciado. Talvez isso, de lado a lado, gerasse o clima de turbulência que era constante entre nós. A vitalidade e a personalidade forte que eu via nela e que se mesclava com sua meiguice, nunca vi jamais em qualquer outra garota, quase todas com quem estive se reduzia a paparicações, passividade e voz extremamente aguda e recatada, e eu pensava nisso mesmo agora, depois dois anos que passamos distantes, e que eu sequer a beijava, pois ela já estava em outra, com outras metas, agora era uma moça evangélica, microempresária, e já próxima de noivar. Mesmo com tudo isso, ela ainda era presença constante em meus pensamentos, de maneira que eu continuava a sentir seu corpo, seus lábios, seu calor em qualquer outra garota com quem eu estivesse depois dela. Isso, no início, era um grande tormento para mim, mas depois de algum tempo já me faria estar conformado: eu estaria sempre acompanhado do fantasma dessa garota, marcado pelo seu estigma. E pra ser sincero, não achava uma má idéia.
Então passei a ajudá-la na pesquisa nesse dia, em que ela ficou umas quatro horas, e no dia seguinte, quando ela voltou. A Cinthia tinha meu endereço há anos, mas nunca me havia visitado, o que me surpreendeu bastante. E eu nunca tive muito em casa para oferecer, e estavam o quarto e a cozinha bagunçados e empoeirados. Era engraçado eu tentando arrumar rapidamente alguma coisa da maneira que desse. Ia comprar um refrigerante e preparar uma comida, talvez um macarrão, pra ser simpático, porque eu só tinha água e conhaque em casa, talvez uns camarões empanados, pré-prontos, mas ela disse que não precisava.
O projeto que ela elaborara previa também uma viagem, da qual ela havia aberto mão, por não lhe ser viável, mas eu ofereci a idéia de irmos juntos, afinal eu tinha na época uma pequena moto, era uma Biz, bem modesta, mas certamente a levaria aos lugares que são seu objeto de estudo: algumas cidades parcamente visitadas do interior do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Ela aceitou a ideia e dentro em uma semana, saímos para passar dois dias viajando pelos quinhões sertanejos que ficam aqui do lado. E enquanto viajávamos, visitávamos os locais e ela fazia o seu estudo, e eu apenas permanecia contemplativo, só quebrando o galho em alguns momentos, e redescobri dois prazeres, que eram a companhia da Cinthia e o deleite de uma viagem de moto, sentindo o vento no corpo, ver a estrada e as paisagens e tudo o mais que houver ficando para trás.
Passamos duas noites na mesma pousada. Na primeira, ainda como viagem de ida, conversamos bastante, relembramos fatos de nosso passado, e as coisas que vivemos quando já estávamos distantes um do outro.
Você não mudou nada, era o que mais se ouvia dos dois lados.
Apesar de estarmos nos dando bem nessa viagem, a cada momento ela dava um jeito de lembrar que não havia mais possibilidade para nós dois. Ela gostava agora de se dedicar a algumas coisas de sua igreja, já estava se estabilizando e contava várias coisas da loja de roupas que havia montado, que eu simpaticamente disse que conheceria no futuro, e de seu namorado, um detetive particular. Eu lhe contava que agora dava aulas, tinha uma revista, mas ela não se interessou muito, lembrou que quando namorávamos eu já escrevia mal e porcamente. Talvez não estivesse errada - relendo algumas coisas da época, eu mesmo concordo -, mas ela também nunca fora eficiente nos seus projetos; a loja não era o primeiro.
Na mesma pousada, no dia seguinte, quando já fazíamos trajeto de volta, não conversamos muito. Ela foi dormir rápido, se dizia cansada, mas bem. Eu até pensei que ela talvez quisesse romancear um pouco tudo aquilo. Que tal se aproveitássemos essa noite?, lhe perguntei. Ela deu um sorrisinho irônico e foi se deitar sem responder, e isso me lembrou a época em que namorávamos. Ela sempre teve uma personalidade muito forte, e eu também sempre fui de convivência difícil, e, como foi dito, frequentemente nosso relacionamento era acompanhado de momentos de tensão. Cada um tentava se impor sobre o outro, não era uma relação com mandante. De qualquer modo, na nossa rivalidade existia uma parceria involuntária, uma cumplicidade, um duobanditismo. Agora, muitos meses depois, éramos os mesmos, mas ninguém tomava postura sobre o outro, estávamos cada um na sua, mais assépticos, mais vazios, menos personalistas - nossa cumplicidade hoje se resumia a troca de gentilezas, transformamo-nos naquilo de que sempre tínhamos medo de nos tornar. Isso me deixou meio puto na hora, mas eu relevei, porque não sou do tipo que tenta deixar as coisas pra trás, que tenta esquecer o passado achando ser a melhor solução. Gosto demais da minha vida, em todos os seus impropérios, pra tentar apagar um minuto que seja da memória. Eu sabia que esses momentos seriam os últimos que passaríamos juntos - e era melhor que fossem mesmo -, mas mesmo assim eu o notava mais como reencontro que como despedida. Foi acompanhado dessas divagações que, enquanto ela se dirigia à cama em silêncio, eu ia dar uma volta pelas ruas escuras, até comprar umas cervejas em lata no posto de gasolina mais próximo e bebê-las solitário num ponto de ônibus com a boca franzida feito um bebê chorão.
Depois desse dia, só tive chance de revê-la na sua apresentação, que foi aprovada com louvor. E eu raramente fico orgulhoso por alguém, mas fiquei muito por ela. A Cinthia havia me marcado tanto, e mesmo que estudássemos no mesmo lugar já não nos víamos mais, porque ela estudava pela manhã e eu à noite. E quando eu pensava nela antes da sua visita-surpresa, a única coisa que eu desejava era poder participar de sua vida uma última vez, participar de algo que lhe fosse importante. E eu consegui, mesmo não tendo oportunidade para algo como um novo último beijo, mas ainda assim me senti contemplado.
Dias depois, eu comprei uma moto nova, para fazer reviver em mim o desejo de pegar a estrada – mas dessa vez, sem companhia.
Assisti à sua formatura, mas não me demorei muito tempo na cerimônia e saí sem cumprimentá-la. Sabia que era a última vez que a veria e não queria estender tanto aquele martírio, eu já estava bastante desconfortável, suado. Sentia o calor de sempre, o calor dessas ocasiões, porém mesmo esse calor insuportável não abranda o frio da alma. Fui para o Bar do Caixão, que ficava do outro lado da avenida, e passei ali as quatro horas seguintes enfiando goela abaixo uma cerveja atrás da outra. Eu me mantinha com o olhar fixado na bebida, observando o lúpulo que subia em minúcias e fazia um pequeno borbulhar no topo do copo, enquanto resmungava Cinthia... Cinthia... Cinthia... bem baixo, tão baixo que se houvesse mais alguém na minha mesa não escutaria.
14 comentários:
Velho, que desfecho fudido. Também fiquei inteira arrepiada aqui.
Você escreve MUITO! Passo mal.
;**
é engraçado(e as vezes trágico)o jeito que as mulheres marcam nossas vidas.
as vezes elas se tornam verdadeiros divisores de mares!
Ontem quando, novamente, tive o prazer em te ler, fiquei sem palavras - para variar.
Foi então que agora nesse minuto, eu fui ver se um outro amigo estava conectado ao MSN e passei por ti, ali quietinho escutando música. Quando vi que música era, rapidamente me veio todas as tua palavras, que me tocaram e me deixaram muda por algum tempo em frente ao monitor do computador.
A música que estavas escutando era aquela do Titãs: "É cedo ou tarde de mais, pra dizer adeus, pra dizer jamais."
E suspirei. E senti.
Leon, cada vez mais encantador.
Um abraço apertado!
Essa coisa de amores mal resolvidos sempre ficam marcadas. Ainda mais quando é intenso e cheio de nuances como foi o seu. Eu acho interessante essa sensação, mesmo que as vezes bata uma tristeza, mas, sei lá, de um modo eu acho bom.
Tem umas partes do seu texto que me lembrou Caio Fernando Abreu. Algumas coisas bem sutis, mas me lembrou anyaway. Voce já leu algo dele?
;**
Cara, sinceramente achei que sairia um final "feliz" nesse texto.
Se bem que amor e final feliz não são palavras que combinam muito, pelo menos ao meu ver.
Talvez a companhia de uma moto seja melhor que a de um amor...
Como sempre, texto fantástico!
até logo o/
Jurava que rolaria um beijo entre vocês!
Sempre tem alguém que marca mais a vida da gente. Eu me sinto vivendo esse relacionamento turbulento que você disse ter vivido com ela e fiquei imaginando que pode ser que esse seja o meu futuro.
E sobre teu comentário no meu post, eu também gosto de Queen, e vc falando já me veio na cabeça algumas musicas que grudaram aqui. =P
Beeeeeeeeeeeeeeeeijos
Certas pessoas tem esse poder mesmo sobre nossas vidas. Aparecem e desaparecem, e independente da presença física, estão sempre presentes em nossos sonhos, nosso pensamento, num prato de comida, num banho e até mesmo num copo de cerveja... Eu costumo chamar isso de poder fantasmagórico. Quando acontece comigo, fico rezando para ser logo exorcizada, para me livrar desse fantasma.
Mas para alguns, os menos ambiciosos creio, a simples lembrança já é algo válido de se agarrar...
eu sempre fiquei pensando se algum homem pensava em sua ex..
esses reencontros sempre deixam um pensamento vagando e nos pertubando..
haa, andar de moto é mt bom!
Leon meu velho... Eu tenho a esperança que um dia tu ainda vai comer alguém nessas historias :)
Esse negócio de amor é complicado...
Hoje mesmo estava batendo um papo com um amigo que mencionou está convivendo com 3 romances. Mas trocaria essa farra por um amor de verdade.
Meu medo é que um amor de verdade se transforme em uma frustração de verdade... Ai sim, ter que viver essa vida chata de afogar a mágoa em álcool e vários perfumes diferentes.
Mas quem não arrisca...
Pelo texto como sempre!
Abraços
Toda a sentimentalidade e a nostalgia de um homem.
Você escreve tão bem que dá até pra sentir.
Parabéns.
Nossa, adorei seu final! Era o que eu menos imaginava!
Muito bom seu texto!
E to lendo os outros... vc escreve muuuito bem!
Beijo.
Muito bons os textos. Até já assinei os feeds.
Vlw pela visita no aspas.
Bonito, cara! Bom saber que você tem também (ou novamente, hehe) uma Cinthia (ou várias).
Postar um comentário