Eu estive nessas últimas semanas meio atarefado com a campanha eleitoral e com a monografia que estou preparando;
a campanha passou, de maneira que
agora posso voltar a escrever com mais assiduidade
(a monografia pode esperar).
Por ora, posto um poema para retomar as atualizações.
Em breve, postarei novos contos.
Estou produzindo alguns livros a serem lançados em breve
e o blog entrará numa fase de divulgação,
mas até lá preciso resgatar os queridos leitores,
e, por meio deste, trazer novos.
Abraço e obrigado aos que têm frequentado o blog
mesmo com os últimos contratempos.
a campanha passou, de maneira que
agora posso voltar a escrever com mais assiduidade
(a monografia pode esperar).
Por ora, posto um poema para retomar as atualizações.
Em breve, postarei novos contos.
Estou produzindo alguns livros a serem lançados em breve
e o blog entrará numa fase de divulgação,
mas até lá preciso resgatar os queridos leitores,
e, por meio deste, trazer novos.
Abraço e obrigado aos que têm frequentado o blog
mesmo com os últimos contratempos.
Para a margem oposta do rio
Na margem oposta do rio
não há sonhos ou esperanças,
não há bichos e nem crianças;
naquele lugar toda quimera
são mostras de que coisas boas
não satisfaziam pois não existiam
senão noutro tempo, noutra era.
Na margem oposta do rio
não vemos garotas, não temos desejos,
não temos abraços, não temos beijos;
temos o bocejo que marca o cansaço
de quem, numa simplória expectativa
imprime ali o seu derradeiro passo,
a sua última e fracassada tentativa.
Porque a margem oposta do rio,
para quem observa do lado de cá,
oferece loas de primaveras e luzes,
mas esconde a negritude e as cruzes
que nos apresentam a sua outra face
deixando-nos num verdadeiro impasse
(é por isso que não há mais ninguém lá).
Na margem oposta do rio, disseram poetas
as estátuas esculpidas substituíram os atletas,
a paisagem verdejante, com vida e com cor
se transformou numa natureza morta pela dor.
E é por amor à dor e ao sofrimento de agora
que é pra lá que vou quando daqui for-me embora.
6 comentários:
Digamos que eu jamais quereria ir para a margem de lá!
Mas, é a ilusão né, q agnt faz q o outro lado pode ser melhor, daí vc só encherga a luz, mas, não vê a escuridão por tras do farol q ilumina.. mutcho bom poesia por aqui! ;]
beijos
agora sim é um poema.
Leon, também estou atrapalhada com essa história de final de curso.
Quanto ao poema, gostei muito pois me identifico com essa forma de poesia.
Quantos de nós, esquecemos de olhar a márgem oposta do rio. Existem pessoas que nem sequer querem olhar, pensam antes que tomara não existisse.
Guri a política me deixou bem mal. foi a primeira vez que acompanhe pela web e fiquei tonta com esta campanha do vale tudo, mas ainda bem que o PSDB não levou o governo.
Te adoro aos baldes.
Muito bom mesmo. Tanto o layout quanto o texto, parabéns.
A primeira estrofe do seu poema me fez lembrar a inscrição da porta do Inferno de Dante Alighieri.
"Deixai toda esperança, ó vós que entrais"
Prefiro meu mundo cor-de-rosa, Leon. Prefiro meu colorido, mas gosto do seu preto e branco, do seu ácido.
Gosto da nossa combinação agridoce.
Beijo!
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